Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Planos culturais de fim/início de ano

Esse ano comprei um livrão com todas
(ou quase todas) as histórias do Sherlock Holmes.
Não li nada até agora. Tem meses que eu comprei.
Só li umas quatro, de um outro livro que tenho, fininho, em português. O livrão é em inglês.
Agora resolvi tomar vergonha na cara e começar os trabalhos.
Missão: Uma história por dia. (fácil)

Outra decisão que tomei é ver uns filmes clássicos antes das aulas começaram em fevereiro.
Tarefa quase impossível, mas vou ver quantos puder.
Pra ser exata, setenta filmes.
Essa lista é, na verdade, de 100 filmes que saiu numa edição especial da revista Bravo, em 2007.
Essa semana tava olhando de novo a revista e vi que já assisti 30 filmes. Então, lá vai...
Missão: Um filme por dia. (difícil)

A terceira resolução foi inspirada numa comunidade do orkut chamada: Desafío de los 50 libros.
Achei bacana, essas metas acabam nos estimulando a fazer as coisas, a não deixar "pra amanhã".
Meu desafio começará em janeiro.
Missão: 50 livros no ano. Um por semana.
(acho que não será tão fácil depois que as aulas começarem)

Resolvi postar os planos aqui, pra torná-los públicos e me forçar a cumpri-los.
Senão eu continuo sem fazer nada.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Quando a sandália arrebenta.

Fui ao shopping.
A tira da minha sandália arrebentou na porta.
Ok, vou arrastando um pé.
Tentei tirar dinheiro, mas não tinha dinheiro nos caixas eletrônicos.
Mas todo mundo aceita cartão hoje em dia, ainda mais no shopping.
Cinema: Nunca tem filme decente passando. Sorte! Bastardos Inglórios em meia hora!
Ingresso comprado, vou atrás de uma comidinha.
Lojas Americanas. Fila. Barra de chocolate na mão. Fila. Fila.
Mmm... Já que vou usar o cartão, melhor ir no Koni me empanturrar de salmão. Peço dois konis. Chega o primeiro.
No momento em que eu abro a boca pra dar a primeira mordida o moço vê o meu cartão e fala: "Não tá aceitando Mastercard hoje".
: (
Calmamente ponho o koni na mesa e peço pra cancelar o pedido.
Levanto e saio, pensando: Direto pro cinema, só me resta a pipoca".
Um passo, dois passos, trê...
Arrebentou o outro pé da sandália.
: /
Ótimo, tá na hora do filme. Não dá tempo de achar comida decente nem de comprar um chinelo.
Vamos lá.
Fui me arrastando ridiculamente. Sorte que shopping tem piso frio, é meio deslizante, né.
É.
Até chegar no corredor das salas de cinema. Carpete. Como deslizar no carpete?
Mudo meu passo pra uma versão da "Silly Walk" que faria John Cleese morrer de inveja.
Vou até o fim do corredor. Fila absurda.
Uma funcionária pegando pipoca, refri e sendo caixa.
Abraço o saco gigantesco de pipoca.
Na outra mão, um litro de Sprite.
Caminho de volta pelo corredor até a Sala 3.
"Silly Walk" combinado com malabarismo.
Sala escura. Cinema lotado. Odeio. Pô, quarta-feira! Arrumo um cantinho e fico.

Ótimo. Tarantino é foda.
O ator que faz o Hans Landa é genial.

Depois voltei trotando pra casa.

Domingo, Outubro 11, 2009

#fail

Ai, gente, falhei na vida. praticamente abandonei o Festival. Vi alguns filmes depois mas nem animei de escrever sobre eles.
Alguns porque eram ruins. Outros, apesar de bons... sei lá, eu já tinha perdido o pique pra escrever mesmo.
E achei que o Festival do ano passado foi muito melhor. Então juntou desânimo com mil afazeres que surgiram aqui.

Vou ver se assisto uns na repescagem. Pra minha sorte, vão passar alguns que perdi.

Sábado, Setembro 26, 2009

Festival do Rio - 25/09/09

1º dia
(Antes preciso avisar que eu não tenho muita noção dos limites entre uma simples sinopse e um spoiler descarado. Eu tento apresentar o filme, passar minhas impressões sem estragar muito a surpresa).

01) Deuses
Não tenho certeza se já vi algum filme peruano.
Vi o trailer, achei bacana o tema e fui ver.
No big deal. Aliás, não mesmo. Nota 7,0 (bom)
Elisa era pobre, até ir morar com Agustín, um empresário milionário. É através dela que penetramos no high society limeño. Maridos muito ricos, esposas dondocas entediadas que se dedicam à hobbies exóticos e à caridade, juventude drogada e inconsequente. Nada muito diferente das classes abastadas de qualquer metrópole ocidental.

É interressante acompanhar as dúvidas de Elisa, como ela se equilibra (ou não) entre os dois mundos, como tenta se adequar a nova vida, como ela (com um olhar "estrangeiro") vê a rotina entre patrões e empregados.

Dois personagens:
-A senhora que trabalha na casa de Agustín.
Simpática, gentil e subserviente. Não percebe o quanto é explorada e ainda acha que o patrão é bonzinho com os empregados.
-Diego, filho adolescente de Agustín.
Menino gente boa, porém confuso. Tem uns conflitos internos. Não se sente à vontade nesse ambiente de aparências. Pra mim, Diego é o personagem mais importante para o andamento da trama.

02) Amreeka
Pra mim, foi uma surpresa boa. Nota 8,5
Não estava na minha lista inicial. Assistir pra não ficar à toa entre o 01) e o 03).

Muna e seu filho, Fadi, se mudam da Palestina pra Illinois, onde passam a viver com a família de sua irmã, Raghda (que já vive nos EUA com o marido e as filhas há 15 anos). Trata dos conflitos, dos contrastes culturais, da não-aceitação. Da realidade dos imgrantes árabes tendo como pano de fundo a invasão estadunidense ao Iraque.

Muna, recém-chegada ao Ocidente, só quer fugir da humilhação de viver presa em sua própria terra e recomeçar a vida nos EUA.
Raghda, mesmo depois de 15 anos, não consegue se adaptar e sonha em largar tudo e voltar pra casa.
Fadi enfrenta problemas com os valentões da escola, que insistem em chamá-lo de Osama.

Mas nem tudo são espinhos. Muna e Fadi encontram simpatia e amizade em alguns personagens que passam por suas vidas e os ajudam a seguir em frente.


03) Os tempos de Harvey Milk (Doc.)
Antes, a nota já era 7,0 porque eu amo a história de Harvey Milk. Depois de assistir, fica entre 8,5 e 10,0 (provisoriamente, porque preciso pesqueisar o porque da ausência de uma figura importante).

Falar desse documentário, é repetir muito do que eu já disse aqui quando assisti "Milk". Voltaram as alegrias, a tristeza, a indignação. É ainda mais intenso porque são as cenas reais, os "personagens" de verdade. Novamente saí do cinema emocionada.

Incrível como o casting do filme foi fiel a realidade. As semelhanças são assustadoras.
Uma grande diferença: O período depois dos assassinatos é explicados em detalhes.
Imagens e reportagens do julgamento de Dan White. Ver o verdadeiro White falando dos crimes me causou grande incômodo.

Ganhou o Oscar de Melhor doc. em 1985. Dan White foi solto em 07/01/1984. Certamente foi feito pra chamar atenção pra sua soltura, após cumprir apenas 8 anos tendo cometido duplo homicídio doloso e premeditado.

É curioso ver as diferenças entre a época de Milk e os dias de hoje. Harvey diz (ingenuamente?) que os gays devem "sair do armário" no trabalho, que eles não correm o risco de serem despedidos porque a lei proíbe. Sabemos que nem no século XXI a coisa funciona assim.

Achei bem interessante as intervenções do mecânico, ao longo do filme. Bem sincero sobre o que pensava de Milk no início e como sua opinião (e aceitação aos gays) foi crescendo.

Saí correndo pra ver outro filme, outro doc. da mostra gay.
\/

04) Fúria (Doc.)
Vale um 8,5.
Documentário sobre Michael Rogers, ativista gay e blogueiro estadunidense cuja missão é desmarcarar os políticos gays enrustidos.
A primeira pergunta que a platéia deve ter se feito é: Ele tem esse direito? Tirar os caras do armário? Na marra? Expondo-os publicamente?
Ao longo do doc. não resta nenhuma dúvida.
Sim, Mike está certo e deveria haver mais gente como ele.

Esses políticos, em sua maioria republicanos, são os mesmos que fazem de tudo para que os gays continuem sendo cidadões de 2ª classes.
São eles que criam aberrações como a Prop 8 (que proibiu a união civil na Califórnia), que cortam a verba para remédios e campanhas HIV/AIDS, que impedem a adoção por casais ou gays solteiros.
Enfim, vivem uma vida de mentira, com casamentos de fachada, saem às escondidas (às vezes nem tanto) pra procurar sexo em banheiros e boates, reprimem a própria sexualidade em nome da moral e dos valores cristãos.

No filme temos exemplos bons e ruins.
Bons: Depoimentos de políticos que se assumiram por conta própria, cansados de viver pela metade.
Ex. : Jim McGreevey, que dá um depoimento lindo sobre seu processo de aceitação, após um casamento de 11 anos. Assume numa coletiva de imprensa e renuncia à prefeitura, ao lado da esposa.
Ex.: Jim Kolbe (Adorei! Um velhinho simpático que, depois de 40 anos na política, "sai do armário" feliz e bem-resolvido).

Ruins: Os que ainda insistem em posar como exemplo de heterossexual, defensor da família americana e continuam com sua política maléfica, assassina.
Ex.:Charlie Christ, governador da Flórida. Um dos prováveis nomes do Partido Republicano para disputar a Presidência em 2012.
(A cena que fala do amante é hilária: "Jason, 21 anos, um jovem republicano..." Enquanto mostra imagens super "aloca" do moço).

Por fim, Mary Cheney, a filha lésbica do vice-presidente. Uma grande hipócrita. Antes de se envolver na campanha Bush/Cheney era consultora da cerveja Coors, responsável pelas propagandas gays da empresa. (Curiosidade: A mesma Coors que a galera do Milk boicotou 20 anos antes).
Na campanha Mary se cala, para que seu pai e George W. vençam. Logo depois resolve se assumir e lança um livro. Ok. = /

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Não sei se foi muito sábio ver o 03) e o 04) seguidos. São muito fortes. Fui pra casa me sentindo mal.

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Festival do Rio '09

Começa hoje! Mais de 300 filmes em duas semanas, presença de diretores, debates, pastel na tia chinesa em frente a Central de Ingressos, novas amizades, novos malas. Enfim, imperdível.

Minha meta gira em torno de 30 filmes (que nem ano passado), mas ainda não fechei a grade.
E com meus horários apertados esse ano, vai ser um milagre se eu conseguir passar de 20.

Vou tentar fazer que nem ano passado e escrever um pequeno texto sobre cada filme. Espero ter tempo.
Ah, se eu tivesse um notebook...

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Brasília - Segurança?

Ou os policiais de Brasília são invisíveis, ou andam disfarçados, ou tiram folga no fim de semana, ou realmente não existem.
Nesse caso, é um milagre a cidade funcionar.

Ou, de repente, meus padrões de seguranças estão totalmente deturpardos por viver no eixo Rio-Niterói.
Fato é que, nos dois dias e pouco que passei lá não vi polícia. Pra não dizer que não vi. Vi duas míseras viaturas: Uma na volta do show da Plebe, outra perto da Catedral (no show In Natura + Angelique Kidjou).

Tenho muito medo de andar em descampados desertos, o que é praticamente a definição de Brasília. Andei o Eixo Monumental (quase) todo e não tinha uma guardinha! O quase foi porque não tive coragem de ir além da Torrre de TV. E morrendo de medo de tirar a câmera da bolsa.

No meu mundo a combinação: descampados desertos + viadutos + nenhuma polícia + todos os hotéis da cidade ali do lado = assalto certo.

Ainda não consegui entender a matemática dessa cidade. = /
Vai ver que eu sou a errada.
Culpa do Rio de Janeiro, onde eu tenho que checar os jornais online antes de ir pra aula pra ver se não tem nenhum tiroteio no caminho.

Obs.: Não que eu ache que a polícia é a solução divina pra todas as coisas. O Rio é a prova viva do contrário. Só que.... Não sei, deve ser a tal sensação de segurança.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Brasília - Plebe Rude


O motivo da minha viagem:
Show da Plebe Rude, gravação do DVD.
Infelizmente cheguei em cima da hora.
Na verdade já tavam tocando a 1ª música.
Nem tive tempo de conhecer o lugar e tirar umas fotos.
Tudo porque não sei calcular distâncias em Brasília e
achei que o ônibus deixava perto.
Andei igual uma condenada.
Aliás, lindo pôr do sol na Ermida Dom Bosco.
Atrás do palco, dá pra ver o Plano Piloto todo.

Um set de 21 músicas em quase três horas.
Culpa dos detalhes técnicos. Essenciais para a captação de imagem e som mas que, infelizmente, tiraram boa parte de energia habitual dos shows da banda. Ainda bem que o público tava animado e relevou os intervalos e as repetições. E o Clemente ficou fazendo graça, pra passar o tempo.

Cenário? Só o por do sol, ao fundo, e umas passarelas pro Clemente e pro Philippe interagirem com o povo. No vídeo vai dar um efeito bacana.

O único ponto negativo foi uma rave no terreno particular ao lado, uma galera "saudável, que toma muito açaí". Espero que não tenha interferido no som do show.

Incrível, em todo show o povo fica dizendo que é "a volta". Volta daonde, jesus?! Que injustiça! Tem uns 3 anos que a Plebe não acaba...


Set-list
01. O que se faz
02. Brasília
03. Censura
(dedicada ao senador bigodudo!)
04. Pressão Social
05. Discórdia
(Inédita)
07. Este ano
08. Remota Possibilidade
(Nem achei que eles fosse tocar.
Minha preferida do "R ao contrário")
09. Medo
(Cover do Cólera)
10. Minha renda
11. Katarina
12. Bravo Mundo Novo
13. A Ida
14. E quanto a você
15. Johnny Vai À Guerra / Nunca fomos tão brasileiros
16. Sexo e karatê
(Tinha até esquecido que eles tocaram essa.
Uma que não faria falta se saísse).
17. Dançando no vazio
(Versão de Staring at the rude boys, do The Ruts.
Mas nem fica deslocada no repertório, é a cara da Plebe)
18. Proteção + Pátria Amada (Inocentes)
19. Luzes
(Cover do Escola de Escândalo. Assim como "Medo", achei desnecessária.
Já foram gravadas pela Plebe no cd ao vivo, em 2000. Mas gosto das duas. Bah... estou sendo ranzinza. É que eu queria mais músicas próprias no show/dvd)
20. Seu jogo
(A que sempre falta nos shows!)
21. Até quando esperar

Bônus: Gravação do videoclip de The Wake (versão em inglês de "A ida"), que vai estar na trilha sonora de Federal, filme que será lançado este mês. Tivemos que aturar um playback, hehehe.


(A Plebe - na verdade, meia Plebe - e uns plebeus)

(Ah, lá ó... Lá no fundo... O Congresso).




Terça-feira, Setembro 15, 2009

Brasília - Algumas fotos

Capital da esperança...

Uma fortuna pra reformar o Palácio do Planalto pra festa dos 50 anos.
(Novo, novo e já precisando entrar na faca...)
A metros de distância um mendigo dormindo num papelão.
(Brasil, um país de todos)


Momumento ao Pregador de Roupa, na Praça dos Três Poderes.

(detalhe) Ou um edifício pra pombos.

Dois tabletes na cumbuca.



Pôr do Sol atrás da Torre de TV.


Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Samba do avião


Incrível a energia negativa do Rio de Janeiro.
Desde que o avião penetrou (ui!) o espaço aéreo carioca, tudo deu errado.
Tava um calor de matar em Brasília, em Vitória (escala) também, foi chegar no Rio e o tempo virou. Não dava pra ver nada da janelinha. Tudo branco, fomos engolidos pelas nuvens (como prova a foto!) e descemos aos solavancos.
Eu que já NEM tenho medo de avião...

A primeira coisa que vi, na passarela de desembarque foi... chuva.
Fiquei um tempão esperando a bagagem surgir na esteira e nada.
Sabe se lá porque, a Infraero achou por bem botar meus pertences e os de uma senhora na outra esteira!
Aí encontro minha mãe que, óbvio, foi lá me buscar sem eu pedir (ok, de ônibus, então nem adiantou nada). Olha a loucura: Lá estava ela me esperando, olhando o voo no painel. Devia estar escrito alguma coisa como "confirmado" ou sei lá o que.
De repente ela olha de novo e tá: "procurar companhia aérea". Bicho, quando eles escrevem isso é porque já era. Caiu, neguinho! Coitada, levou susto à toa.
Isso não se faz. Será que o aeroporto achou que a gente tava caindo e já resolveu antecipar a mensagem?! Hahaha, que beleza!

Domingo, Setembro 13, 2009

não - post...

.... e não - fotos.
Obrigada, hotel de meia tigela que não tem leitor de cartão no pc.